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Archive for agosto \31\UTC 2011

a querida, linda e talentosa nina manda o seguinte recado “quinta-feira vai rolar show no studio sp onde tocarei com minha banda incrível e contarei com a participação especial da minha amiga e gata bárbara eugênia.”

é o primeiro show com banda completa em sp desde o lançamento.não é legal perder.e quem segue a nina no facebook e twitter ainda pode ganhar convite. vamos batalhar?

(os detalhes estão no flyer em anexo)

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não resisti e posto aqui os videos sobre a história do vinho do hugh johnson: Vintage: A History of Wine (sem legendas). imperdível.













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Videiras chilenas (foto: Divulgação)

Em menos de um mês, tive a oportunidade de assistir a duas apresentações do geólogo Pedro Parra (leia aqui). Nesta segunda oportunidade, ele discorreu, com maior paixão até, sobre os terroirs de seu amado Chile.

Desde criança, a visão do Chile no mapa me fascina. Como aquela tripinha virou um país, eu me perguntava. Parecia mais uma sombra, uma borda da Argentina. Pobre criança! As razões geológicas e históricas fazem deste território ao sul das Américas um dos países mais interessantes do mundo.

Tendemos a ressaltar as mudanças de norte a sul, do deserto do Atacama aos gelados da Antártida, passando por lagos e cordilheiras, e tudo isto não mais longe do que 177 km do Oceano Pacífico. Mas, quando se trata de vinhos, a faixa central do país, ocupando aproximadamente um terço do território, guarda mais variedades de terroir ao deslocarmos segundo a longitude do que de acordo com a latitude. Não só pela exposição à influência marítima, mas, principalmente, pela variedade geológica.

A enologia chilena, muito inflenciada pela francesa, vem-se desenvolvendo com grande velocidade. Acossada pela Argentina na sua liderança de mercado no Brasil, seu quinto maior importador, a Wines of Chile contra-ataca com muita pesquisa e grande ousadia. Numa estratégia muito diversa daquela dos hermanos, não se concentra numa cepa ícone. Aposta, e com sucesso, na variedade.

A cabernet sauvignon é, disparada, a casta mais plantada, acompanhada pelas francesas chardonnay e sauvignon blanc. Depois da febre da redescoberta da carmenére e da explosão da syrah, a grande novidade é a redescoberta de vinhedos antigos, de mais de 70 anos, de carignan, casta outrora cultivada e depois abandonada por rústica e excessivamente produtiva. Provei, recentemente, ao menos três exemplares desta variedade com nível excelente.

Na apresentação de Parra, degustamos alguns dos vinhos selecionados por ele, não como os melhores, mas os mais representativos de seus terroir. Destaco três deles.

De Martino Old Bush Single Vineyard Limávida 2006, um corte de malbec 90%, carmenere 5%, carignan 4%, tannat 1%. Proveniente de vinhedos muito velhos, plantados em pé franco no solo granítico do período Jurássico da Cordilheira da Costa, é escuro e denso, com reflexos violáceos. Aroma floral, frutado, leve baunilha e menta bem integradas. Elegante, quente e de ótima acidez.

Altair 2002, 86% cabernet sauvignon, 7% carmenere, 7% merlot. Cor vermelha translúcida, nariz complexo, com tostados, fruta madura, couro. Um vinho de guarda. Na boca é elegante, redondo. Taninos e acidez equilibrados. Persistência média, mas muito agradável.

Consultor de numerosas vinícolas, Parra, que se aventura agora como produtor, nos apresentou dois de seus vinhos. Aqui descrevo o excelente Clous Des Fous 2010 Chardonnay, do Vale Cachapoal (Rapel). Amarelo palha, nariz intrigante e paladar classudo. Toques de lima e capim cidreira, não passa por malolática. Sua acidez dá um fim de boca agradável, sem agressividade. Tem um quê de um grande borgonha. Ainda não disponível no mercado brasileiro. Espero que seja importado em breve.

Outra característica dos vinhos chilenos é sua enorme adesão aos métodos naturais, orgânicos e biodinâmicos. Provei a linha de produtos de uma vinícola relativamente nova, importados pela Mistral: a Nativa, empresa independente, originada da experiência com vinhos orgânicos do grupo Viña Carmen.

Sob a responsabilidade do enólogo Felipe Ramirez, treinado pelo biodinâmico Marcel Deiss, na Alsácia, os vinhedos, no Vale de Maipo, são exclusivamente orgânicos, com controle biológico de pragas (patos, galinhas e outros animais circulam boa parte do ano livremente no vinhedo), corredores biológicos (flores, feijões etc) entre as vinhas, que disputam a atenção dos insetos e os nutrientes do solo, compostagem natural etc. Na cantina também se mantém o princípio de não-intervenção, seja química, seja de leveduras exóticas.

Sua linha reserva traz um sauvignon blanc, um chardonnay, um gewürztraminer, um chardonnay, um carmenere e um cabernet sauvignon. Seu gran reserva é um cabernet sauvignon.

Os vinhos, todos excelentes, se destacam pela grande qualidade, tipicidade varietal, complexidade e ótima relação custo-benefício. O Nativa Terra Reserva Sauvignon Blanc 2011, provado apenas uma semana após o engarrafamento, impressiona pelo aroma potente, frescor e cremosidade. São duas colheitas em separado e é feita a battonage. Notas cítricas, abacaxi sutil, aspargos. Um gole deste vinho vale por uma manhã no campo. Vai bem com pratos leves no início da refeição.

O Nativa Gran Reserva Chardonnay 2006 é 100% fermentado em barricas de segundo e terceiro uso. Amarelo, com enorme potência aromática, diferente e mais elegante do que a média. Complexo, profundo, longo e expressivo, bem seco na boca, traz frutas tropicais, tem uma cremosidade e uns tostados. Está no seu ápice. Deixe respirar um pouco antes de beber.
*publicado originalmente no terra magazine em SÁBADO, 13 DE AGOSTO DE 2011

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o efeito placebo

ouvi um caso há uns anos, sobre os primeiros futebolistas brasileiros a jogar no mundo árabe. acostumados com o consumo de uma cervejinha, tinham como preocupação a lei seca muçulmana. mas logo ao chegarem eram recepcionados por outros brasileiros com churrasco, pagode e … cerveja. rótulos estrangeiros é claro. advertidos que a chance era rara, consumiam até se embebedar. invariavalmente ficavam realmente ébrios e alterados. mas o fato é que era uma cerveja sem álcool, num tempo que este produto ainda era pouco conhecido no Brasil. lembrei disso ao ver este vídeo abaixo que demonstra os efieitos dos mais diversos placebos. isto teria algo a nos dizer sobre o tipo de consumo rersponsável que tanto desejamos?

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Dizem que os dicionários surgiram na Mesopotâmia no ano 2600 a.C, com a escrita cuneiforme. Tentavam dar conta de explicar divindades, profissões e objetos usuais. No final da Idade Média ganharam ordem alfabética e a ideia de abarcar a totalidade dos termos linguísticos utilizados no cotidiano. Da mesma maneira que os dicionários, o vinho evoluiu da antiguidade aos nossos dias, ganhou sabores, aromas, texturas e um mercado ávido por novidades. Leia a íntegra aqui

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O norte-americano Russel H. Frye, criador do site WineAuthentication.com, divulgou uma lista dos 10 vinhos que mais sofrem com falsificações no mundo.

A preocupação com as falsificações de vinhos cresceu ainda mais com a entrada do mercado chinês neste setor. Diversas garrafas falsificadas encontradas por autoridades foram fabricadas na China.

Confira abaixo a lista dos 10 vinhos mais fraudados do mundo. Estou tranquilo. Eu não sou o target destes falsificadores:

-Cheval Blanc 1921
-Cheval Blanc 1947
-Lafite 1787 Thomas Jefferson
-Lafite 1870
-Lafleur 1947

-Lafleur 1950

-Latour à Pomerol 1961

-Margaux 1900

-Petrus 1921

-Petrus 1947

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Parceria entre o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares da Região Uva e Vinho (SHRBS) lançaram, em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, o projeto Escola Vinhos do Brasil, que visa treinar garçons e sommeliers de 70 restaurantes das cidades gaúchas de Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Carlos Barbosa, Flores da Cunha e Garibaldi.
O gerente de marketing Diego Bertolini lembra que recente pesquisa demonstrou um grande desconhecimento de consumidores e profissionais sobre o vinho brasileiro. “Queremos formar embaixadores do vinho brasileiro”.

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