Feeds:
Posts
Comentários

Archive for outubro \28\UTC 2011

veja aqui: 😉

Read Full Post »

várias cidades destas duas tradicionais regiões vitivinícolas foram atingidas por inundações catastróficas. leia aqui. além da tragédia humana, com relatos de morte e desmoronamentos, espera-se notícias sobre o perda de vinhedos. cinque terre, junto com la spezia, foi dos locais mais atingidos.

Read Full Post »


Fotos: Daniela Villar/Divulgação

Uma das agradáveis surpresas do tour pela Serra Gaúcha a convite do Ibravin foi conhecer produtores de outras regiões do Rio Grande do Sul que não Bento Gonçalves e adjacências. Ao menos três painéis trataram do assunto de um modo ou de outro.

As principais apostas estão no sul do estado, na região da Campanha, fronteiriça com o Uruguai. Mas a Serra do Sudeste, um pouco mais ao sul da Serra Gaúcha, os Campos de Cima da Serra, região de altitude um pouco mais ao norte, quase na fronteira de Santa Catarina e a região do Alto Uruguai, mais a oeste, também trazem surpresas.

Assim como a Miolo investe na Campanha, a Valduga aposta na Serra do Sudeste ou, como preferem chamar, Encruzilhada da Serra. Mas destes gigantes teremos outras chances de falar. Quero focar nos produtores menores ou mais novos.

A primeira vinícola instalada na Encruzilhada da Serra é a Coppeti, de quem tomei um excelente espumante charmat feito com 70% de chardonnay e o restante de cabernet sauvignon e merlot, vinificados em branco. Passa três meses em contato com as leveduras, o que lhe dá aroma de miolo de pão sutil, frutas cítricas, ótima perlage, leveza, frescor, acidez delicada. Deve chegar ao consumidor por R$ 30.

A Lidio Carraro traz da mesma região o excelente Dádivas Chardonnay 2010. Com 13% de álcool, não passa por madeira. Tem aroma lácteo, floral, acidez delicada, muita untuosidade, mineralidade e belo corpo. Sua elegância é rara em se tratando de brancos do novo mundo. R$ 45 para o consumidor final é pechincha.

Da região dos Campos de Cima da Serra, mais especificamente do município de Muitos Capões, situado entre 800 e 1.000m de altitude, a simpática Aracuri, um projeto jovem, iniciado em 2005, traz um corte de cabernet sauvignon e merlot na proporção 60/40, safra 2009, com 13,4% de álcool, sem madeira, de cor vermelho-rubi translúcida, aroma de especiarias, frutas vermelhas, equilibrado, elegante, sem nenhum defeito. Um vinho direto e honesto por R$ 38.

Da vizinha Caxias do Sul, mas com vinhedos plantados no ano de 2000 em Santa Lúcia e São Francisco, a Quinta Don Bonifácio, única a produzir vinhos finos na cidade, e com uma gama enorme de produtos que inclui suco, vinhos brancos e tintos, em garrafas e em bag-in-box, apresentou um ótimo espumante charmat rosado brut, feito com um interessante corte de merlot, sangiovese e chardonnay, safra 2010, 12% de álcool, com perlage correta, cor rosa pálido, aroma de frutas vermelhas e banana, acidez agradável, sem traço de amargor, muito equilibrado.


Fotos: Daniela Villar/Divulgação

Já citada nesta coluna, o Antonio Dias Tannat 2008, produzido na região de Alto Uruguai, Três Palmeiras, Rio Grande do Sul, vale ser lembrado. Com produtividade de apenas 1,33 garrafas de 750 ml por planta, 14% de álcool, amadurece por dez meses em barris de carvalho francês. De cor vermelho-rubi intenso, nariz ótimo, com aromas de frutas vermelhas maduras, chocolate e café. Na boca é bem estruturado, potente, com bom corpo, taninos macios, boa acidez e um retrogosto prolongado. R$ 48,90.

A Campanha parece ser, realmente, um novo Eldorado para o vinho brasileiro. O Quinta do Seival Castas Portuguesas já o demonstrava e sua versão na casta tannat foi uma das grandes estrelas da Avaliação Nacional de Vinhos 2011.

No painel sobre a região, encontramos nosso conhecido Cordilheira de Santana Chardonnay 2005 Reserva Especial, 14% de álcool. Com 30% de passagem em madeira, tem aroma delicioso, ótima acidez, na boca é potente, untuoso e de ótima persistência. Um branco brasileiro de seis anos ainda inteiro. Completamente íntegro. Para calar a boca dos descrentes. R$ 50 a R$ 60.

A jovem Dunamis, que aposta em vinhos diretos, descomplicados e, principalmente, no seu espumante charmat, trouxe da Campanha um ótimo corte de sauvignon blanc e chardonnay, batizado com o filosófico nome Ser. Safra 2010, leve e elegante, tem 11,5% de álcool, aromas tostados, cítrico delicado e final muito agradável. Ser simples neste caso é uma qualidade. R$ 29,90 em todo o Brasil.

E, por fim, a vinícola Província de São Pedro traz uma das histórias e um dos vinhos mais sui generis da região. Parceria da família Darricarrère, franco-argelina, com dez gerações de experiência no mundo do vinho e espalhada hoje entre França, Califórnia, Uruguai e agora Brasil, com o fruticultor canadense Michel Routhier, o projeto se iniciou em 2002.

Adeptos do slow food, apresentaram um interessante cabernet sauvignon cuveé feito com 20% da safra de 2008, 14% de álcool e 80% da safra de 2009, com 12% de álcool, que resultou num vinho de 12,5%. De cor vermelho rubi translúcido, aroma de frutas vermelhas, compota, café, na boca tem paladar macio e toques de especiarias.

Ninguém pode dizer que não seja a mais francesa das jovens vinícolas brasileiras. E isto, com certeza, é sua grande contribuição ao vinho brasileiro, tão embasado na cultura do imigrante italiano. Infelizmente, o consumidor de fora de Porto Alegre terá de se esforçar para encontrar uma das 5 mil garrafas produzidas deste ótimo tinto que custa, por lá, em torno de R$ 40. Nada é perfeito.

publicado no terra magazine em 8 DE OUTUBRO DE 2011, 08H04

Read Full Post »

Read Full Post »

muita gente me pede dicas de harmonização. além dos livros e dos conselhos óbvios, sempre busco algo na web. me deparei com este site simples e divertido. não chequei todas as possibilidades mas as primeiras harmonizações fazem sentido. experimente e me diga o que acha.veja aqui

Read Full Post »


Daniela Villar/Ibravin/Divulgação
A longa estrada do vinho brasileiro passa pelo Vale dos Vinhedos, em Bento Goncalves

Mauricio Tagliari
De Bento Gonçalves (RS)

Cinco dias, sete vinícolas, oito degustações, 32 produtores, mais de130 vinhos degustados. Este é o saldo, em números, do projeto imagem do Ibravin para um grupo de convidados (jornalistas, sommeliers, blogueiros, críticos e restaurateurs) no fim de semana concomitante à 19ª Avaliação Nacional de Vinhos da safra de 2011, em Bento Gonçalves (RS). Em números, eu reforço. Pois a resultante real foi o reforço positivo da imagem do vinho brasileiro de qualidade. A sempre hospitaleira gente da Serra Gaúcha é um bônus inestimável. Sempre soubemos da sua paixão pelo vinho. Mas cada vez parecem estar mais abertos ao diálogo tanto com quem vem de fora quanto entre eles mesmos. Extremamente gratificante notar a união entre a grande maioria dos produtores.

Num sistema de degustação temática, uma vinícola recebia os degustadores, mas eram apresentados até três produtos de outros produtores. Com isto, houve otimização do tempo e foi possível degustar mais rótulos e falar com mais gente. Dada a quantidade de vinhos interessantes (os 130 citados acima são apenas os degustados, analisados, discutidos e devidamente cuspidos. Ficam de fora todos os goles em refeições e recepções), pretendo tecer comentarios específicos em futuras colunas. Portanto, aqui apenas dou um resumo e destaco a seguir alguns temas e as vinícolas participantes:

Tamanho Não é Documento. Tratou, obviamente, de produtores de pequeno porte. Esta qualificação é relativa. E, ao colocar Almaúnica e Pizzato neste painel, já se estabelece um padrão alto para estes chamados pequenos. Sozo, Antônio Dias, Don Bonifácio, Aracuri e Calza completaram a lista de produtores. Nota-se a presença de produtores da região chamada Campos de Cima da Serra, mais ao norte.

Surpresas a Galope. Tratou principalmente de vinícolas da Campanha Gaúcha, região na divisa com o Uruguai e grande aposta de muitos especialistas. Além da Vinícola Miolo, proprietária da Almadén e da Fortaleza do Seival, ambas localizadas na Campanha, compareceram as novíssimas Dunamis, Guatambu e Peruzzo, a ótima Cordilheira de Santana, Província de São Pedro e Campos de Cima, esta não exatamente da mesma região.


Tarso Genro discursa na Avaliação Nacional de Vinhos safra 2011 (Foto: Daniela Villar/Ibravin/Divulgação)

Terroirs da Miolo. Foi uma ótima oportunidade de conhecer a variedade de terroirs explorados pela empresa. Melhor ainda, a vertical do Merlot Terroir, onde foi possível acompanhar a evolução deste vinho que já é um ícone.

A União Faz a Força. Reuniu cooperativas vinícolas como Aurora, Garibaldi e São João.

Longa Vida ao Vinho Brasileiro. Uma das mais interessantes degustações e das mais reveladoras. Com o intuito de desmentir a afirmação, recorrente no meio enófilo, de que o vinho brasileiro até pode ser bom, mas não serve para a guarda, foi organizado este painel que aceitou apenas vinhos produzidos antes de 2000. Agradável surpresa. Voltarei neste assunto em coluna futura. Participaram Dal Pizzol, Don Laurindo, Pizzato, Maximo Boschi e Geisse.

O Outro Lado da Serra Gaúcha. Mostrou o projeto arrojado da moderníssima vinícola de Luiz Argenta e os mais tradicionais Boscato e Galiotto, todos do lado da serra, próximo a Flores da Cunha, terra da histórica Granja União.

O Doce Sabor da Serra. Tratou basicamente do grande potencial da uva moscatel para a Serra Gaúcha. Presentes estavam Perini, Basso e Tonini.

Vitivinicultura nas Alturas. Com rótulos de Santa Catarina, trouxe apenas Pericó e Kranz.

Degustação surpresa. Fechou o ciclo de provas com vinhos da Campanha, ainda em teste na Vinícola Salton.

Como se pode observar, o trabalho sério do Ibravin e o esforço incansável dos produtores já são dignos de um acompanhamento mais próximo por parte do consumidor de vinhos finos, seja brasileiro ou estrangeiro.

No inicio da semana anterior, uma degustação organizada pelo blog Enoleigos, do querido Gustavo Kauffmann, enfileirou 19 vinhos brasileiros abaixo de R$ 200. O resultado foi interessante, entre outros motivos, por colocar no topo três vinhos de três regiões diferentes: Serra Gaúcha, Santa Catarina e Vale do São Francisco. Vale checar aqui: http://www.enoleigos.com.br/2011/09/resultado-da-degustacao-qual-o-melhor.html

As surpresas não param. Aguardem.

publicado originalemnte no terra magazine em SÁBADO, 1 DE OUTUBRO DE 2011

Read Full Post »

Read Full Post »

Older Posts »

%d blogueiros gostam disto: