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Archive for junho \23\UTC 2015

O Junior foi o primeiro amor da Tati. Ela tinha seus doze anos e eles moravam em Gandu, na Bahia. Coisa de criança. Mas o tempo passou e Junior partiu. Girou o nordeste todo como representante de marcas de calçados. Conheceu um monte de cidades e com sua simpatia deve ter arrebatado alguns corações. Quando voltava para casa, com saudade da comidinha da mãe, se frustrava pois esta dizia que era ela quem estava com saudades do tempero do filho. E lá ia o Junior para o fogão.

A Tati também cresceu e foi embora de Gandu. Veio para São Paulo. Moça feita e sorriso doce. Também deve ter destruído muitos corações. Mas eis que em uma das voltas de férias ela lembrou do Junior. Foi fazer uma visitinha na casa da família e olha só: a paixão bateu e o Junior veio atrás dela para São Paulo.

O Junior diz que a Tati sempre foi apaixonada por ele. Que seu charme é irresistível. Mas há quem diga que irresistível é o talento culinário do rapaz.

Apostando nisso o casal montou uma barraquinha de acarajé ali na rua Rodésia. Ao lado da muvucada mercearia São Pedro. Point hipster da zona oeste. Acarajé, Caldo de Sururu e Caldo Verde. Pra beber, só cerveja Heinecken.

De quarta à sábado, do final da tarde até a boca da madrugada eles estão por lá. Distribuindo simpatia e quitutes deliciosos. Para quem gosta de pimenta eu recomendo o molho especialmente feito pelo Junior. Lembra o sabor da minha infância quando de férias me deliciava com a pimenta preparada por minha avó bahiana. Forte mas tolerável. Pungente, perfumada. Se voce insistir é capaz dele contar o segredo da receita.

Um passarinho me contou que eles sonham em juntar dinheiro e voltar para a tranquilidade de Gandu. Por isso, se eu fosse voce, iria provar um acarajé da Banca da Tati e do Junior na primeira oportunidade.

a tati e o junior servem acarajé na vila madalena.

a tati e o junior servem acarajé na vila madalena.

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