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Archive for julho \22\UTC 2015

Jóias da Madeira

Jóias da Madeira

A Justino, mais famosa casa produtora de vinhos Madeira foi fundada 1870. No último dia 16 Julio Fernandes, diretor comercial da casa esteve em São Paulo e nos brindou com algumas das pérolas da vinícola. Foram quatro rótulos cobrindo um leque interessante das variedades de vinho Madeira.
Os Madeira são vinhos de oxidação, resultado da persistência do homem em fazer vinhos na bela ilha do Atlântico, isolados e valentes.
Estes vinhos foram amados pelos czares russos, pelo império inglês e pelos fundadores dos Estados Unidos da América. Vinhos complexos, recebem oxigênio e calor. Todos são fortificado com álcool vínico neutro, sem qualidade organoléptica. E por tudo isso são muito resistentes. Viajam bem.
A Justino conta com 800 fornecedores, todos pequenos produtores que cultivam cuidadosamente nas encostas da ilha e fazem colheita manual. Seus vinhos são importados para o Brasil pela Casa Flora. Abaixo as notas de degustação.
1. Justino 3 anos 
O. Ouro velho
N. Mais simples
B. Acidez otima, álcool pronunciado.
Obs Blend de várias uvas o 3 anos é o  mais novo que pode ser engarrafado entre os rótulos da casa.
Pts 87
R$62
2. Justino Boal 10 anos  (375ml)
O. Marrom borda dourada
N. Caramelo, alcool destacado.
B. Elegante, acidez otima, untuoso.
Obs usa 100% de uva boal
Pts 89
R$108
3. Justino 10 anos  
O. Centro marrom translúcido
N. Rico, potente e complexo, floral, mineral, frutas secas, especiarias. Tostados
B. Delicioso citrico, corpo e acidez ótimas, longa persistência
Obs ( evolução do 3 anos)
Pts 90
R$142
4.  Justino Colheita 1995
O. Marron escuro no centro, borda translúcida com tom de ouro velho e halo quase branco.
N. Potentissimo, floral, frutas brancas, delicioso. Ficar só no nariz ja bastaria.
B. Fantástica. No nivel do aroma. Untuoso mas leve. Encorpado mas elegante. Acidez precisa. Maracujá. Persistente.
Obs. um vinhos de sobremesa de nível ótimo. Complexo e ao mesmo tempo sensual. Das maiores notas do ano!
Pts 95
R$ 222
O= visual, olho. N= olfato, nariz. B=paladar, boca.

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Os vinhos da Tasca d’Amerita, provavelmente o mais importante e consistente produtor da Sicilia, são velhos conhecidos. Já os provamos há tempos. Desde antes do boom* dos vinhos sicilianos no Brasil . Pioneiros na produção de qualidade naquela ilha, juntam tradição com arrojo. Mesmo sendo o mais francês dos produtores sicilianos, dá show nas uvas autóctones. Esta prova foi conduzida na MIstral por Antonio Virando, export manager da casa. Abaixo as notas da degustação mais recente.

Antonio Virando apresenta os vinhos da Tasca d'Almerita.

Antonio Virando apresenta os vinhos da Tasca d’Almerita.

1.Sallier de la Tour grillo 2013

Uvas: 100% Grillo / Teor alcóolico: 11,5%

O. palha com reflexo verde.

N. fruta branca, leve floral, casca de laranja.
B. Acidez, boa citrico.
Obs . um branco muito agradável

Pts 89

U$32,50
2. Regaleali Bianco 2013

Uvas: 40% Inzolia, 30% Grecanico, 30% Catarratto / Teor alcóolico: 12%

O. palha esverdeado.
N. leve floral, fruta verde.
B. facil, leve, acidez leve, frescor curto. Nespera, manga verde, salino.
Obs. branco mais encorpado.

Pts97

U$37,90
3. Sallier de la Tour nero d’avola 2011

Uvas: 100% Nero d’Avola / Teor Alcóolico: 13,5%

O. rubi, borda translúcida.
N. fruta confitadas, especiarias, floral, chocolate.
B. vivo, tanino adocicado, acidez boa, quente, longo.
Obs um bom vinho do dia a dia.

Pts 87

U$30,90

4. Sallier de la Tour syrah 2011

Uvas: 100% Syrah / Teor Alcóolico: 13%

O. rubi quase translúcido.
N. potente, fruta vermelhas e especiarias.
B. vibrante, acidez viva, tanino firme e pode evoluir. Estruturado mas tem final leve amargor.
Obs. gastronômico. Vinhedo vizinho ao famoso Principe Spadafora, pioneiro de syrah de qualidade na região.

Pts98

U$32,90

5. Ghiaia Nera 2011

Uvas: 100% Nerello Mascalese / Teor Alcóolico: 13,5%

nerello mascalese 100%
O. rubi translúcido.
N. mineral, fruta vermelha.
B. taninos firm, acidez  viva, elegante, bom ataque e final muito agradavel.
Obs  nerello mascalese está entre pinot nero e nebiolo. este vinho passa um ano em carvalho sloveno. o nome Ghiaia Nera significa pedra negra, escolhidp por conta do solo vulcânico.

Pts 90

U$58,50
6 .Lamuri nero d’avola 2011

Uvas: 100% Nero d’Avola / Teor Alcóolico: 13%

O. rubi, borda atijolada translúcida.
N. complexo, fruta vermelha  e negra, tabaco,  erbaceo.
B. ótima acidez e madeira levissima, bem integrada (segundo e terceiro uso)
Obs nero d’avola 100% best buy

Pts 89

U$49,90

7. Cygnus nero d’avola cabernet sauvignon 2009

Uvas: 60% Nero d’Avola,
40% Cabernet Sauvignon / Teor Alcóolico: 14%

O. tijolado,  centro rubi, borda translúcida.
N. menta, ervas, louro.
B. maravilhoso frecor, menta, fruta vermelha, tanino vivo porem leve, acidez ótima.
Obs  este corte é um remanescente dos tempos da moda castas francesas na Sicilia. Sabor original.

Pts89

R$59,90

8. Rosso del Conte 2008

Uvas: 85% Nero d’Avola, 15% seleção

de outras uvas tintas / Teor Acóolico: 14%

O. centro denso, borda tijolo.
N. tostado, tabaco, chocolate.
B. vivo, elegante, macio, potente.
Obs um verdadeiro cru de um vinhedo de 1959. Um vinho de guarda. Passa 100% por barrica de carvalho francês novo. De 1970 até 1987 fazia passagem por barrica de castanho. Hoje, não mais. Este está ótimo mas vai evoluir bem ainda. O Rosso del Cone não é produzido todo ano.
Pts 92

U$149,50

* o DOC Sicilia foi criado em 2012.

O= visual, olho. N= olfato, nariz. B=paladar, boca.

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Provei cinco vinhos da Borgonha apresentados por Christophe Thomas, export manager da Joseph Douhin e com eles inauguro meu compromisso de postar, aqui no blog, as notas de degustação, incluindo pontuações e preço, mesmo quando não tenha tempo de escrever mais demoradamentre sobre assunto. Usarei esta codificação:

O= olho, aspecto visual

N= nariz, apreciação olfativa.

B= boca, impressão no palato.

obs.

escala de 100/100 pontos

1. Chablis Reserve de Vaudon 2012

O.palha clara.

N.fruta branca.

B.mineral, acidez delicada, macio, toque de fruta cítrica.

obs. delicioso. 100% biodinâmico desde 1999, sem madeira. ouve música ( ou sons, como diz Christophe).

91/100 pontos

U$75,50 ( vale muito)

2. Meursault 2009

O.amarelo com reflexo dourado.

N.potente, leve tostado, complexo e cheio de personalidade.

B.boa tipicidade, bom corpo, acidez ótima, salino, presistente e ainda bem fresco para a idade.

obs. bom ano,. 20% de madeira nova.

90/100 pontos

U$154,50

3. Gevrey-Chambertin 2010

O.centri médio rubi e borda atijolada.

N.cerejas negras e especiarias.

B.tanino macio, acidez excelente, vivo, frutado, elegante , sedoso e longo.

obs, um villages típico com a madeira muito bem usada.

90/100 pontos

U$155

4. Vosne-Romanée 2009

O.centro médio rubi e borda laranja

N.pimenta, e fruta vermelha.

B. elegante, tanino macio, ótimo corpo, acidez viva e boa persistência

92/100 pontos

U$199,90

5. Beaune Clos des Mouches Rouge 2008

O. rubi translúcido

N. animal, cogumelos, fruta, sous-bois.

B. potente, taninos firmes, acidez viva,alcool presente, ótimo corpo e persistência.

obs. vinho ícone de Drouhin. um 1er cru. Drouhin detém 80 % do Clos.

92/100 pontos.

U$229,50

Resumo: Viva a Borgonha. Seus terroir e sua variedade. Chardonnay e pinot noir apresentando tanta riqueza, complexidade! Que ela sobreviva ao ataque hostil de grandes corporações.

Christophe Thomas, export manager de Joseph Drouhin.

Christophe Thomas, export manager de Joseph Drouhin.

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Ela, pele branca, tatuagem bonita, sapato baixinho de design, camiseta com estampa I love LA, cabelo curto e com sotaque mineiro belo horizontino classe média alta. Ele, magro, hirsuto sem ser lumber jack, óculos de aro grosso, camisa xadrez, bermudas, quase um hipster. Sentados na espera da sessão de cinema em plena temporada pré-oscar. No papo, unilateral, a moça explica que não come pão de queijo em São Paulo. Aqui é muita farinha e pouco queijo. Concordo. Mas logo o assunto muda para a revista Piauí. “Uma revista da Abril, que não é feita por jornalistas, sabe? São autores. Autores que escrevem. E não tem notícias, tem assuntos. Tipo bastidores.” Achei curioso.

 

Neste momento, num pequeno silêncio desconcertado, ela relê: “bastidores… O que será esta palavra?” Confesso não ter entendido a dúvida. Pensei em etimologia, filosofia. Algo realmente profundo. Uma dúvida real. Afinal a palavra é realmente diferente. Viria do latim? Do grego? Ou do francês? Mas a dúvida durou pouco. E não foi o rapaz a lhe dar a resposta. Ele se contentou com a mudez e uma certa expressão vazia de quem é menos inteligente do que tenta aparentar. A solução veio pronta do smartphone, via google. “Backstage! Ah!…”

 

Entre atônito e perplexo (onde li esta expressão?) percebi que aquelas pessoas bem alimentadas e leitoras da Piauí simplesmente não conheciam a palavra “bastidor” e precisavam do auxílio de uma palavrinha inglesa provavelmente mais comum no mundo deles de festas, shows, baladas.

 

Provavelmente são pessoas que também não saibam a diferença entre municipal, estadual e federal. Ou ainda executivo, judiciário e legislativo. Desanimado resolvi pedir uma cerveja. Mas só tinha da ambev. Fui de água. Coisa fina.

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