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Brigadeiro.
Seja para acompanhar um bolinho de bacalhau ou um pastel de Belém, seja para encarar uma coxinha ou um brigadeiro, vai ser fácil encontrar um vinho que satisfaça entre a enorme linha e as 8 milhoes de garrafas produzidas pelo grupo João Portugal Ramos, importado pela Casa Flora.
Presente nas principais regiões vitivinícolas de Portugal, o grupo, um dos maiores daquele país, produz meio milhão só no Douro. Mas veja bem, é capaz de cometer preciosidades como só produzir em torno de 5000 garrafas de um Porto Vintage maravilhoso.
Abaixo algumas notas (*) de vinhos de tres regiões distintas.
Região Vinho verde
JPR loureiro 2014 – 12% de álcool
uvas 85%loureiro 15%alvarinho
O palha.
N fresco, leve erbaceo e flor branca.
B acidez ok, equilibrado, fresco, fruta branca, citrico.
Obs. excelente para o calor, e para acompanhar peixes, ovos, saladas, aperitivos, incluindo a coxinha citada acima.
Pts 86
R$47
vinho verde JPR
Região do Alentejo
Marques de Borba Reserva tinto  2013 13.5% de álcool
uvas Aragones, trincadeira, alicante bouchet e cabernet sauvignon ( corte não revelado)
O denso, granada intenso.
N fruta negra, compotas
B tanino potente, fino mas novo, acidez  ok e ótimo equilibrio. ótimo corpo e maciez.
Obs. 12 meses barrica nova. Vai evoluir bem. Seu auge será entre 10 a 20 anos mas em 5 já estará estupendo.
Pts 92
R$315
Marquês de Borba Reserva 2011
Região Douro Superior
Duorum Colheita Douro DOC 2011 – 13,5%
uvas 40%touriga nacional 40%touriga franca 20% tinta roriz
O vermelho rubi denso.
N fruta vermelha e escura ( ameixa), especiarias.
B bom corpo, taninos finissimos, acidez  equilibrada, aveludado.
Obs solo xistoso, colheita manual, 6 meses barrica carvalho frances segundo e terceiro uso.
Pts 90
R$83
Duorum 2013 JPR
Douro
Duorum Porto Vintage 2007 – 20% de álcool
O vermelho escuro, quase negro e impenetravel.
N menta, chocolate, frutas vermelhas, balsâmico.
B potente, tanino e acidez maravilhosos. Elegante.
Obs ótima estrutura. Casa perfeitamente com um bom brigadeiro brasileiro. Mas queijos e a doçaria portuguesa o esperam com avidez.
Pts 90
R$250
Porto Vintage 2007 JPR
(*)
O= olho, aspecto visual.
N= nariz, aspecto aromâtico
B= boca, paladar
Jóias da Madeira

Jóias da Madeira

A Justino, mais famosa casa produtora de vinhos Madeira foi fundada 1870. No último dia 16 Julio Fernandes, diretor comercial da casa esteve em São Paulo e nos brindou com algumas das pérolas da vinícola. Foram quatro rótulos cobrindo um leque interessante das variedades de vinho Madeira.
Os Madeira são vinhos de oxidação, resultado da persistência do homem em fazer vinhos na bela ilha do Atlântico, isolados e valentes.
Estes vinhos foram amados pelos czares russos, pelo império inglês e pelos fundadores dos Estados Unidos da América. Vinhos complexos, recebem oxigênio e calor. Todos são fortificado com álcool vínico neutro, sem qualidade organoléptica. E por tudo isso são muito resistentes. Viajam bem.
A Justino conta com 800 fornecedores, todos pequenos produtores que cultivam cuidadosamente nas encostas da ilha e fazem colheita manual. Seus vinhos são importados para o Brasil pela Casa Flora. Abaixo as notas de degustação.
1. Justino 3 anos 
O. Ouro velho
N. Mais simples
B. Acidez otima, álcool pronunciado.
Obs Blend de várias uvas o 3 anos é o  mais novo que pode ser engarrafado entre os rótulos da casa.
Pts 87
R$62
2. Justino Boal 10 anos  (375ml)
O. Marrom borda dourada
N. Caramelo, alcool destacado.
B. Elegante, acidez otima, untuoso.
Obs usa 100% de uva boal
Pts 89
R$108
3. Justino 10 anos  
O. Centro marrom translúcido
N. Rico, potente e complexo, floral, mineral, frutas secas, especiarias. Tostados
B. Delicioso citrico, corpo e acidez ótimas, longa persistência
Obs ( evolução do 3 anos)
Pts 90
R$142
4.  Justino Colheita 1995
O. Marron escuro no centro, borda translúcida com tom de ouro velho e halo quase branco.
N. Potentissimo, floral, frutas brancas, delicioso. Ficar só no nariz ja bastaria.
B. Fantástica. No nivel do aroma. Untuoso mas leve. Encorpado mas elegante. Acidez precisa. Maracujá. Persistente.
Obs. um vinhos de sobremesa de nível ótimo. Complexo e ao mesmo tempo sensual. Das maiores notas do ano!
Pts 95
R$ 222
O= visual, olho. N= olfato, nariz. B=paladar, boca.

Os vinhos da Tasca d’Amerita, provavelmente o mais importante e consistente produtor da Sicilia, são velhos conhecidos. Já os provamos há tempos. Desde antes do boom* dos vinhos sicilianos no Brasil . Pioneiros na produção de qualidade naquela ilha, juntam tradição com arrojo. Mesmo sendo o mais francês dos produtores sicilianos, dá show nas uvas autóctones. Esta prova foi conduzida na MIstral por Antonio Virando, export manager da casa. Abaixo as notas da degustação mais recente.

Antonio Virando apresenta os vinhos da Tasca d'Almerita.

Antonio Virando apresenta os vinhos da Tasca d’Almerita.

1.Sallier de la Tour grillo 2013

Uvas: 100% Grillo / Teor alcóolico: 11,5%

O. palha com reflexo verde.

N. fruta branca, leve floral, casca de laranja.
B. Acidez, boa citrico.
Obs . um branco muito agradável

Pts 89

U$32,50
2. Regaleali Bianco 2013

Uvas: 40% Inzolia, 30% Grecanico, 30% Catarratto / Teor alcóolico: 12%

O. palha esverdeado.
N. leve floral, fruta verde.
B. facil, leve, acidez leve, frescor curto. Nespera, manga verde, salino.
Obs. branco mais encorpado.

Pts97

U$37,90
3. Sallier de la Tour nero d’avola 2011

Uvas: 100% Nero d’Avola / Teor Alcóolico: 13,5%

O. rubi, borda translúcida.
N. fruta confitadas, especiarias, floral, chocolate.
B. vivo, tanino adocicado, acidez boa, quente, longo.
Obs um bom vinho do dia a dia.

Pts 87

U$30,90

4. Sallier de la Tour syrah 2011

Uvas: 100% Syrah / Teor Alcóolico: 13%

O. rubi quase translúcido.
N. potente, fruta vermelhas e especiarias.
B. vibrante, acidez viva, tanino firme e pode evoluir. Estruturado mas tem final leve amargor.
Obs. gastronômico. Vinhedo vizinho ao famoso Principe Spadafora, pioneiro de syrah de qualidade na região.

Pts98

U$32,90

5. Ghiaia Nera 2011

Uvas: 100% Nerello Mascalese / Teor Alcóolico: 13,5%

nerello mascalese 100%
O. rubi translúcido.
N. mineral, fruta vermelha.
B. taninos firm, acidez  viva, elegante, bom ataque e final muito agradavel.
Obs  nerello mascalese está entre pinot nero e nebiolo. este vinho passa um ano em carvalho sloveno. o nome Ghiaia Nera significa pedra negra, escolhidp por conta do solo vulcânico.

Pts 90

U$58,50
6 .Lamuri nero d’avola 2011

Uvas: 100% Nero d’Avola / Teor Alcóolico: 13%

O. rubi, borda atijolada translúcida.
N. complexo, fruta vermelha  e negra, tabaco,  erbaceo.
B. ótima acidez e madeira levissima, bem integrada (segundo e terceiro uso)
Obs nero d’avola 100% best buy

Pts 89

U$49,90

7. Cygnus nero d’avola cabernet sauvignon 2009

Uvas: 60% Nero d’Avola,
40% Cabernet Sauvignon / Teor Alcóolico: 14%

O. tijolado,  centro rubi, borda translúcida.
N. menta, ervas, louro.
B. maravilhoso frecor, menta, fruta vermelha, tanino vivo porem leve, acidez ótima.
Obs  este corte é um remanescente dos tempos da moda castas francesas na Sicilia. Sabor original.

Pts89

R$59,90

8. Rosso del Conte 2008

Uvas: 85% Nero d’Avola, 15% seleção

de outras uvas tintas / Teor Acóolico: 14%

O. centro denso, borda tijolo.
N. tostado, tabaco, chocolate.
B. vivo, elegante, macio, potente.
Obs um verdadeiro cru de um vinhedo de 1959. Um vinho de guarda. Passa 100% por barrica de carvalho francês novo. De 1970 até 1987 fazia passagem por barrica de castanho. Hoje, não mais. Este está ótimo mas vai evoluir bem ainda. O Rosso del Cone não é produzido todo ano.
Pts 92

U$149,50

* o DOC Sicilia foi criado em 2012.

O= visual, olho. N= olfato, nariz. B=paladar, boca.

Provei cinco vinhos da Borgonha apresentados por Christophe Thomas, export manager da Joseph Douhin e com eles inauguro meu compromisso de postar, aqui no blog, as notas de degustação, incluindo pontuações e preço, mesmo quando não tenha tempo de escrever mais demoradamentre sobre assunto. Usarei esta codificação:

O= olho, aspecto visual

N= nariz, apreciação olfativa.

B= boca, impressão no palato.

obs.

escala de 100/100 pontos

1. Chablis Reserve de Vaudon 2012

O.palha clara.

N.fruta branca.

B.mineral, acidez delicada, macio, toque de fruta cítrica.

obs. delicioso. 100% biodinâmico desde 1999, sem madeira. ouve música ( ou sons, como diz Christophe).

91/100 pontos

U$75,50 ( vale muito)

2. Meursault 2009

O.amarelo com reflexo dourado.

N.potente, leve tostado, complexo e cheio de personalidade.

B.boa tipicidade, bom corpo, acidez ótima, salino, presistente e ainda bem fresco para a idade.

obs. bom ano,. 20% de madeira nova.

90/100 pontos

U$154,50

3. Gevrey-Chambertin 2010

O.centri médio rubi e borda atijolada.

N.cerejas negras e especiarias.

B.tanino macio, acidez excelente, vivo, frutado, elegante , sedoso e longo.

obs, um villages típico com a madeira muito bem usada.

90/100 pontos

U$155

4. Vosne-Romanée 2009

O.centro médio rubi e borda laranja

N.pimenta, e fruta vermelha.

B. elegante, tanino macio, ótimo corpo, acidez viva e boa persistência

92/100 pontos

U$199,90

5. Beaune Clos des Mouches Rouge 2008

O. rubi translúcido

N. animal, cogumelos, fruta, sous-bois.

B. potente, taninos firmes, acidez viva,alcool presente, ótimo corpo e persistência.

obs. vinho ícone de Drouhin. um 1er cru. Drouhin detém 80 % do Clos.

92/100 pontos.

U$229,50

Resumo: Viva a Borgonha. Seus terroir e sua variedade. Chardonnay e pinot noir apresentando tanta riqueza, complexidade! Que ela sobreviva ao ataque hostil de grandes corporações.

Christophe Thomas, export manager de Joseph Drouhin.

Christophe Thomas, export manager de Joseph Drouhin.

Ela, pele branca, tatuagem bonita, sapato baixinho de design, camiseta com estampa I love LA, cabelo curto e com sotaque mineiro belo horizontino classe média alta. Ele, magro, hirsuto sem ser lumber jack, óculos de aro grosso, camisa xadrez, bermudas, quase um hipster. Sentados na espera da sessão de cinema em plena temporada pré-oscar. No papo, unilateral, a moça explica que não come pão de queijo em São Paulo. Aqui é muita farinha e pouco queijo. Concordo. Mas logo o assunto muda para a revista Piauí. “Uma revista da Abril, que não é feita por jornalistas, sabe? São autores. Autores que escrevem. E não tem notícias, tem assuntos. Tipo bastidores.” Achei curioso.

 

Neste momento, num pequeno silêncio desconcertado, ela relê: “bastidores… O que será esta palavra?” Confesso não ter entendido a dúvida. Pensei em etimologia, filosofia. Algo realmente profundo. Uma dúvida real. Afinal a palavra é realmente diferente. Viria do latim? Do grego? Ou do francês? Mas a dúvida durou pouco. E não foi o rapaz a lhe dar a resposta. Ele se contentou com a mudez e uma certa expressão vazia de quem é menos inteligente do que tenta aparentar. A solução veio pronta do smartphone, via google. “Backstage! Ah!…”

 

Entre atônito e perplexo (onde li esta expressão?) percebi que aquelas pessoas bem alimentadas e leitoras da Piauí simplesmente não conheciam a palavra “bastidor” e precisavam do auxílio de uma palavrinha inglesa provavelmente mais comum no mundo deles de festas, shows, baladas.

 

Provavelmente são pessoas que também não saibam a diferença entre municipal, estadual e federal. Ou ainda executivo, judiciário e legislativo. Desanimado resolvi pedir uma cerveja. Mas só tinha da ambev. Fui de água. Coisa fina.

O Junior foi o primeiro amor da Tati. Ela tinha seus doze anos e eles moravam em Gandu, na Bahia. Coisa de criança. Mas o tempo passou e Junior partiu. Girou o nordeste todo como representante de marcas de calçados. Conheceu um monte de cidades e com sua simpatia deve ter arrebatado alguns corações. Quando voltava para casa, com saudade da comidinha da mãe, se frustrava pois esta dizia que era ela quem estava com saudades do tempero do filho. E lá ia o Junior para o fogão.

A Tati também cresceu e foi embora de Gandu. Veio para São Paulo. Moça feita e sorriso doce. Também deve ter destruído muitos corações. Mas eis que em uma das voltas de férias ela lembrou do Junior. Foi fazer uma visitinha na casa da família e olha só: a paixão bateu e o Junior veio atrás dela para São Paulo.

O Junior diz que a Tati sempre foi apaixonada por ele. Que seu charme é irresistível. Mas há quem diga que irresistível é o talento culinário do rapaz.

Apostando nisso o casal montou uma barraquinha de acarajé ali na rua Rodésia. Ao lado da muvucada mercearia São Pedro. Point hipster da zona oeste. Acarajé, Caldo de Sururu e Caldo Verde. Pra beber, só cerveja Heinecken.

De quarta à sábado, do final da tarde até a boca da madrugada eles estão por lá. Distribuindo simpatia e quitutes deliciosos. Para quem gosta de pimenta eu recomendo o molho especialmente feito pelo Junior. Lembra o sabor da minha infância quando de férias me deliciava com a pimenta preparada por minha avó bahiana. Forte mas tolerável. Pungente, perfumada. Se voce insistir é capaz dele contar o segredo da receita.

Um passarinho me contou que eles sonham em juntar dinheiro e voltar para a tranquilidade de Gandu. Por isso, se eu fosse voce, iria provar um acarajé da Banca da Tati e do Junior na primeira oportunidade.

a tati e o junior servem acarajé na vila madalena.

a tati e o junior servem acarajé na vila madalena.

No inicio dos anos 70, os adolescentes urbanos brasileiros, em sua maioria,  escutavam música brasileira nas rádios e compravam LPs de rock de bandas internacionais que saiam com mais ou menos um ano de atraso por aqui. Quando alguém conseguia um “importado” era festa. Fila de gente para fazer cópias em K7.

Voce que tem menos de 30 nem deve fazer ideia do que seja isso. Nesta época, eu era um principiante no violão. Acordes dissonantes de bossa nova, solos de Dilermando Reis e alguns temas do rock.

O blues nos chegava indiretamente, via bandas inglesas. O jazz ainda era um mistério pra mim. Bem, continua sendo , de certa forma. Eu tinha 13 anos e concordava em passar alguns domingos ensolarados com a familia na casa de um amigo de meu pai onde hoje fica a Granja Viana, bairro suburbano chic aqui em São Paulo. Naquele tempo uma aventura campestre.

O mico de passar o dia com a família era compensado pelo churrasco, a piscina, as filhas do amigo de meu pai, mas principalmente por um tesouro que descobri na sala de estar.

O tal amigo, o simpático sr. Lauro, era funcionário do consulado americano. Uma estante de livros de fotografia e outra de LPs, tudo trazido via malote diplomático, tudo novidade, tudo descoberta me despertaram para o blues.

E o primeiro disco que me chamou a atenção foi Indianola Mississipi Seeds. A capa, uma obra-prima que ainda hoje lista entre as melhores de todos os tempos era uma guitarra feita de melancia. Um album de capa dupla, com vinil de 180 gramas, a ficha técnica completa. Um delírio. E a contra-capa era a guitarra-melancia destruída, devorada.

Indianola Mississipi Seeds - B. B. King

A ousadia que me chamou atenção no visual não foi nada perto da alegria de ter escutado aquilo pela primeira vez. Eu ainda não bebia mas me embriaguei de música.

A experiência de se ouvir música era muito diferente de hoje. Nada da ligeireza de baixar da internet e ouvir num fonezinho ou no falante do computador. Escutar uma ou duas vezes e correr para descobrir outra novidade. Não. A gente escutava os discos até “furar”, como se dizia antigamente sobre o atrito da agulha no vinil.

Um ótimo toca-disco, amplicadores e caixas de qualidade eram o sonho de todo mundo que amava música. Não existia nada que se comparasse. Nenhum I-Phone no mundo seria mais desejável.

Desde o primeiro murmúrio acompanhado de um piano de armário meio desafinado  até os inesperados arranjos de cordas,  o disco inteiro foi uma surpresa pra mim. A sonoridade não era “tosca”, pelo contrário. Era sofisticada. A gravação não era um registro antropológico como outros de blues que eu conhecia e ainda amo.

B.B. King abriu uma brecha na música popular americana ao gravar com músicos brancos e em ótimas condições técnicas. A sua “Lucille” cantava suave e sensual. O cara estava tranquilo e comunicava em vários estilos de blues. E transformava qualquer canção em blues! Se fosse comparar eu diria que B.B King era a cabernet sauvignon do blues. Potente, versátil, resistente e se dá bem em todo canto!

Bem, levei anos até comprar este LP numa edição nacional e depois comprei de novo em CD, e depois no Itunes…

Vi B.B.King ao vivo umas duas vezes. Um monstro, um entertainer, um músico genial, bandleader e um som de guitarra único. Mas até hoje a impressão da primeira audição do Indianola é indelével pra mim.

Hoje B.B. King se foi. Mas a melancia está aí para ser devorada. Se voce tiver tempo, ponha o seu melhor fone de ouvido e ouça inteiro o album, à moda antiga, parado, de olhos fechados e tente chegar perto do que foi o despertar do blues para um moleque branco, brasileiro, nos anos 70. Depois me conta.

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