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Espumante Salton Paradoxo, um charmat da Campanha Gaúcha.

Espumante Salton Paradoxo, um charmat da Campanha Gaúcha.

A Vinícola Salton completa 105 anos. Não muitos se comparados aos de alguns produtores do velho mundo, mas uma marca e tanto quando se pensa em uma história brasileira de adversidades. Junto com Miolo, Valduga e Aurora, a Salton representa a herança dos primeiros colonos italianos a se estabelecerem na Serra Gaúcha.

Seu início com o “conhaque” Presidente e depois com a popular linha Chalise foi turbinado pela força do rádio. Presidente patrocinou o futebol da Bandeirantes por anos a fio. E os engraçadíssimos jingles de Chalise devem ter conquistado fãs pelo Brasil todo.

A produção de vinhos iniciou-se ainda nos anos 1930. E desde os anos 1990 a empresa familiar vem guinando incansavelmente e com sucesso para a seara dos vinhos finos. A participação do conhaque Presidente ainda rende, pasmem, 30% do faturamento. O Chalise recolhe-se para seus 10%. Mas a linha de espumantes, aposta que começou mais seriamente nos anos 2000, já chega a 35%.

Hoje a empresa é comandada por uma nova geração que inclui as irmãs Luciana, Estela e Julia. A busca de inovação, respeitando os valores do passado familiar, é evidente em todos os produtos da Salton.

Seus vinhos de mais alta gama, da série Gerações, são homenagens a antepassados queridos, historicamente envolvidos com o crescimento da empresa.

O Salton Gerações Antonio “Nini” Salton (R$ 120) é um corte de cabernet sauvignon, merlot, cabernet franc e malbec repleto de especiarias, frutas vermelhas, chocolate, tabaco, mentol e um leve tostado. Passa 12 meses em barricas francesas novas e tem persistência e elegância dignos de homenagear o primeiro enólogo da casa. Foram produzida apenas 13.000 unidades.

O Salton Lucia Canei Espumante Rosé  Brut (R$ 130) feito de pinot noir é o tributo à “nonna”. São 5.000 garrafas de um espumante produzido pelo método tradicional com ótima acidez, um toque de frutas cítricas, outro tanto de frutas vermelhas, miolo de pão, tostados. Boa perlage e bom corpo.

A grande novidade da Salton vem, porém, da região da Campanha Gaúcha, fronteira com o Uruguai. Sua linha Paradoxo tem uma proposta ousada. Será encontrada apenas em restaurantes pelo preço sugerido de R$ 60, o que fará dela uma excelente opção nestes tempos bicudos.

Destaco seu Gewürztraminer 2014, um vinho macio, cremoso, especiado e com acidez delicada. Cor amarelo-palha e notas florais, muita lichia. Um vinho sem passagem por barricas e muito fácil de beber.

O Salton Paradoxo Pinot Noir 2014 também surpreende pela leveza, boa acidez. O sabor frutado (framboesa, morango, amoras) lembra vagamente a uva gamay, usado em Beaujolais. Um vinho versátil que pode ser bebido de maneira descompromissada ou acompanhar alguma refeição leve. Uma relação de preço e qualidade rara num pinot noir.

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aqui está o flyer com toda a programação do SP representa na sala guiomar novais, local onde presenciei espetáculos maravilhosos no passado. estes aqui são showzaços raros de se ver nesta hora civilizada do dia ou por este precinho amigo. recomendo aos amigos apreciadores e música que presitigiem estes amigos músicos.

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Uma pergunta e uma preocupação de todos que bebem vinho. Qual é o preço justo a pagar? Não importa se você é um apreciador de algumas posses que se interessa pelo assunto e gasta bem com seus goles ou se é um dedicado bebedor de fim de semana, interessado em um vinho decente e muito barato. Sempre há alguma dúvida no ar. Como pode um vinho custar R$ 8 e outro, R$ 8 mil? Golpe? Mistificação? Não, caro leitor: capitalismo e mercado. A verdade é que pode, mas não deve.

No há nada, além da lei de oferta e procura, aliada ao marketing, que justifique tamanha disparidade. Já participei de degustações cegas que colocam ombro a ombro vinhos (muito famosos e prestigiados) de R$ 2 mil e menos conhecidos de R$ 150. Não se trata de privilégio nosso, consumidores na periferia do capitalismo enológico. Este é o grande ensinamento das degustações às cegas. Aprende-se, entre outras coisas, a humildade. Veja este vídeo, por exemplo:
O amado e odiado Robert Parker pontificou tempos atrás que todo vinho acima de U$ 10 (talvez seja U$ 8, não tenho certeza) tem a obrigação de ser muito bom. Este preço no mercado americano, claro. Com os impostos escorchantes e obscenos cobrados no Brasil, isto equivaleria a uns R$ 80 ou R$ 100, talvez… Uma faixa de preço em que também espero encontrar vinhos de ótima qualidade no nosso mercado. A polêmica retorna com um tweet de Jancis Robinson criticando a escalada de preços dos vinhos franceses. Por culpa da demanda chinesa.

O ponto crucial deste assunto é a percepção do consumidor, tanto organoléptica quanto subjetiva, emocional. Quem há de negar o direito de um entusiasta em se inebriar junto com seus amigos com uma garrafa de um Petrus de boa safra? A raridade o atrai. Se ele pode, sorte dele.

Do mesmo modo, quem há de criticar um neófito que garimpe algum vinho um pouco melhor no piso da pirâmide de preços? Mas, no fim das contas, todos querem fazer um bon marché, achar um best buy ou a melhor relação custo-benefício, para ficarmos no jargão do povo que compra?

Pesquisas do California Institute of Technology e da Stanford Business School demonstram que o conhecimento do preço altera a percepção da degustação. Isto é, ao saber que um vinho é mais caro, tendemos a apreciá-lo mais. E, na contramão, não damos muita bola ao vinho mais barato. Nosso cérebro tem truques espertos, mas também cai em muitas armadilhas. O marketing do vinho, mas não só o dele, é um reality show de pegadinhas. O problema é que produtores não podem viver sem ele.

Como decidir, então, se o preço é justo? Garrafas mais pesadas, rótulos mais elegantes, críticas e pontuações favoráveis, rolha de qualidade, enólogos famosos, certificação biodinâmica, tudo isso forma um conjunto de sinais de status do vinho, mas não são garantia de nada.

Cada vez é mais frequente o uso de tampa de rosca por bons produtores do novo mundo. Garrafas pesadas recebem críticas por serem ecologicamente incorretas. Rótulos? Apesar de minha experiência ser amplamente favorável aos belos rótulos, lembremos sempre do ditado: não julgue o livro pela capa! Enólogos famosos nem sempre são unanimidade. E, ao fim e ao cabo, adotar o biodinâmico pode ser charmoso, mas não necessariamente torna a produção do vinho mais cara, me asseguram muitos produtores que optaram pela prática.

Hoje, pequenos produtores e grandes conglomerados concorrem por fatias de mercado em todas as faixas de preço.

Sempre me pedem dicas de “qual vinho bom na faixa dos R$ 35?”. Quem faz esta pergunta quer algo honesto, sem ser especial. Mas está longe do jovem, que muitos de nós já fomos, a procurar a ebriedade a baixo custo. Há inúmeras opções nas prateleiras. Quase sempre de grandes produtores do Mercosul. Os brasileiros também melhoraram muito nesta faixa. Este consumidor merece ser atendido e provavelmente é o mais valorizado pela indústria, pois busca qualidade e gastos equilibrados e constantes. Não é uma pessoal que busca o sublime.

Respondo sempre que, na busca do sublime, vale a pena fuçar e explorar a enorme variedade da oferta. Muitas vezes, um vinho bom e barato se valoriza e passa custar muito mais na safra seguinte. Lembro-me, por exemplo, de ter adorado o Quinta do Vallado há anos. Era um vinho fantástico com um preço ótimo. Algo em torno dos tais R$ 35. Hoje ele virou reserva, continua fantástico e custa quase R$ 200. Estou em busca de “novos Vallados”.

Quem vai decidir se o preço é justo (descontados os impostos, sempre injustos, é claro), no fim das contas, é quem bebe. E quanto mais aprender e apreciar, sem precisar de muito blablablá, mais seguro o bebedor se sente.

Aqui algumas dicas de tintos bons e baratos (na faixa mágica dos R$35), para o clima frio. Os primeiros são um painel de uvas diferentes:

Altos Las Hormigas Malbec 2010 – R$ 39,44
Masi Passo Doble Corvina/Malbec 2007 – R$ 40,65
Callia Syrah Bonarda – R$ 32,62
Casillero del Diablo Carmenére – R$ 29,90
Aurora Cabernet Franc – R$ 27,50
Neméa Opap 2006 (Bouári) – R$ 38,47
Tilia Merlot 2008 – R$ 25,59
Perini Barbera 2005 R$22,50

E para quem adora Cabernet Sauvignon aqui vão algumas opções.

Tilia Cabernet Sauvignon 2009 – R$ 28,81
Miolo cabernet Sauvignon reserva – R$ 31,99
Angheben Cabernet Sauvignon 2006 – R$ 26,70
Urban Cabernet Sauvignon 2007 (O.Fournier) – R$ 32,03

* publicado originalmente no portal terra magazine.

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pelo que vi haviam umas 50 pessoas on line na degustação do IBRAVIN. o livestream do evento no facebook estava animado com ótimos comentários. bebemos um merlot 2005 da lidio carraro. um pouco fechado. gustavo kauffmann foi mais esperto e decantou 2 hs antes. o vinho realmente é bom. está no seu auge. cor densa, aromas terciários aparecendo, além de um mentolado. na boa taninos nervosos e ótima acidez. leve amargor final que não incomoda. muuuuiiiiitopersistente.
depois foi o pizzato brut, um excelente espumante corte de chardonnay e pinot noir feito pelo método tradicional. ótima perlage, cor palha, cremoso e com deliciosa acidez. seu frescor levantou debate sobre sua versatilidade. o veredito foi: de ostras até chocolate amargo! realmente muito bom. deve custar em torno de R$42. mas vale mais do que espumantes estrangeiras que custam o dobro. será atraçnao de qualquer festa. provei os dois vinhos em duas tacas diferentes. o merlot na iso e na riedel. melhorou muito na riedel. e o espumante na iso e na tulipa. tb foi bem na tulipa. falando em tulipa, esta querida cantora da ybmusic, já já estou no tom jazz assistindo o show de nina becker, outra super querida.

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Domingo [29/05] 20h30_ R$26
A cantora e compositora Blubell faz uma versão intimista mas não menos quente do show do seu recém-lançado segundo disco – “Eu Sou Do Tempo Em Que A Gente Se Telefonava”. Acompanhada apenas por Daniel Muller no piano e acordeom, Rui Barossi no contrabaixo e Guilherme Marques na bateria, ela entoa suas canções que misturam jazz e pop, e ainda tira da cartola outras surpresas do cancioneiro do jazz. Não vão faltar no repertório “La Vie En Chose”, sua ode irônica à música francesa, e “Chalala”, que é tema de abertura da série “Aline” da Rede Globo, baseada na personagem de HQ do Adão. E quem não conhece Casa de Francisca, saiba que é uma casa que respeita a música e o paladar dos clientes. Bons vinhos.

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baladeiro

é o seguinte. leiam direto o convite da nossa musa lulina:

“E os projetos não param. Antes de ler sobre o próximo, clique aqui para ouvir, em primeira mão, a música Balada do Paulista, na gravação do disco Cristalina, que deve sair daqui a um mês.

Bom, o mais novo projeto tem a ver com essa música e surgiu numa cerveja com o Maurício, da Yb, na semana passada. Inspirado na idéia dos “Meus dias 13”, ele sugeriu levar isso a um clipe.

Assim, a partir de hoje, quem quiser aparecer no clipe de Balada do Paulista (nessa versão cristalina que você está ouvindo), só precisa se filmar na balada, colocar num rapid share ou site similar e mandar o link para o email lulilandiatown@gmail.com (com o subject “clipe balada”). Vale filmagem de celular, de câmera fotográfica, de filmadora, do que der pra registrar.

Mas atenção: as imagens selecionadas para o clipe só vão ao ar depois que o autor assinar um termo de responsabilidade (para evitar que a figura saia por aí filmando pobres bêbados indigentes que não têm nada a ver com a história).

Apesar da música ser sobre a balada do paulistano, quem quiser pode participar, mesmo não estando numa balada em São Paulo (gente de outros estados, de outros países e de outros planetas são super bem-vindos). Só vamos encerrar as participações quando tivermos bastante cenas (o que pode acontecer logo, ou não).

O diretor desse clipe será um cara que eu admiro muito: Edson Kumasaka (sim, o mesmo que fez o curta cremoso da Indigo, que citei certa vez nesse blog). Edinho vai comandar todo o esquema, selecionando, editando e até filmando umas baladas loucas aê.

A partir de hoje já está valendo. Só não tá valendo para mim, que estou com amidalite, e só vou poder participar lá pra semana que vem.

Bom, pra vocês que podem: boa balada.”

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no chão sem o chão

no chão sem o chão

30 de abril, quinta-feira, o cantor e compositor paulistano Romulo Fróes faz o show de lançamento de seu terceiro (e duplo) álbum, “No Chão, Sem o Chão” (YB Music), no Teatro do Sesc Pompéia.
Esse terceiro trabalho foi registrado ao vivo, em estúdio, em duas sessões.

Mesmo com suas exceções, podemos dizer que a primeira sessão contém um núcleo de canções mais nervosas, mais duras; enquanto a segunda é mais solta e retoma a composição a partir desse novo caminho de banda e do contato permanente com a criação e dos parceiros de sempre, Clima e Nuno Ramos.

A banda de Rômulo Fróes é formada por Guilherme Held na guitarra, Fábio Sá no baixo e Pedro Ito na bateria, além de um naipe de metais. O show conta com participações especiais das cantoras Mariana Aydar e Nina Becker, e André Mehmari no piano, que também participam do álbum.

Serviço:

Romulo Fróes @ Sesc Pompéia, São Paulo/SP
Data: 30 de abril de 2009, quinta-feira
Local: Teatro do Sesc Pompéia – Rua Clélia, 93 – Pompéia – São Paulo/SP
Telefone: (11) 3871-7700
Horário: 21 horas
Ingressos: R$ 16; R$ 8 (usuário matriculado, acima de 60 anos e estudantes com carteirinha); R$ 4 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes)
Capacidade: 706 lugares

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