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…e continuando minha imersão em pop mainstream, neste fim de férias gripado,  eu vi um clip de uma tal de ciara. lembrem-se que eu não acompanho o que toca em rádio e tv…

primeiro me chamou atenção o beat. não era nada clean e sequinho. era meio tribal. gostei. a tal da ciara tb é um pedaço de mal caminho! a música se chama work. a letra é um nada sobre estar no club e ter que mostrar serviço. dançar, enfim.

depois o refrão era só um coro repetitivo e meio mantra de “work”. aí vi que tinha miss elliot dando uma canja. pensei essa não faz novidade mas é mais engraçada.

mas ouvi uma observação interessante e pertinente  sobre o post anterior: “lady gaga é um produto perfeito e pensado para o público gay. e a ciara é para fazer sucesso com homens hetero”.

não sei se é verdade mas ao menos está de acordo com a lógica dos departamentos de pesquisa das grandes empresas. seguimentação. especialização. mas não muito!

há uma massa de gays e uma massa de machos. uma massa de ninfetas e uma massa de meninos com espinha no rosto. estes são os consumidores? vamos oferecer o que eles querem/precisam e tirar o máximo do produto.

o que me deixa em dúvida é que li que a lady gaga faz muito sucesso com as crianças. que criancas, eu pergunto?

não é esnobismo, não. mas sou capaz de passar ao largo de manifestações aparentemente devastadoras do pop. me peçam para cantarolar um refrão sequer de um fenômeno qualquer de midia e terão silêncio. nacionais ou internacionais, os hits, há mais de década, não colam em mim. sou teflon. só conheci o “levantou poeira” por causa da torcida do flamengo. nunca escutei a  versão original da ivete!

por outro lado escuto milhares de coisas esquisitas, boas ou não tanto. de demos que recebo até dicas de amigos via intenet. o myspace antes, agora o blipfm, o facebook e o twitter já preenchem meu tempo de, digamos, ouvinte. não escuto rádio tradicional, aquelas jabazeiras, de play list.

praticamente não assisto programas musicais na tv. às vezes, por obrigação profissional zapeio a tv ou mexo na dial do rádio para saber o que rola. mas como isso acontece só vez ou outra não decoro nada. aliás , com tanta rádio evangélica está difícil passear no dial.

não tenho preconceito. escuto clássicos na cultura fm assim como forró brega na tupi, rocks jurássicos na kissfm e mpb na eldorado. mas as rádios “normais”, aquelas que deveriam ser cassadas por desrespeitar a lei das telecomunicações por conta do jabaculê, são tão anódinas que dão sono. os mesmos locutores engraçadinhos e as mesmas músicas “novas” de sempre.

na tv costumo ( na verdade raramente) ver uns trechos de um programa antigo do multishow chamado tvz. clips caros da grande indústria internacional. é impressionante! mas as “novidades” são cada vez mais decepcionantes.

depois que inventaram o autotune ( para quem não sabe é um programa de computador que afina os cantores desafinados amplamente usado na música pop. muito útil como ferramenta de economia de tempo passou a ser usado, assim como seus congêneres,  como um efeito. sabe aquele sonzinho de voz eletrônica da britney? é isso…) e começaram o seu uso extensivo e manifesto não há nada de novo no pop.

ver um clip de destiny’s child com dez anos de idade e ver um da britney hj é , tanto no  visual como no som , a mesma coisa. talvez hj as letras sejam mais ousadas e as morenas do passado fossem mais bonitas do que a pseudo ninfeta loura. mas é só.

as coisas se resumem aos beatss lentos e monótonos dos blacks macho e aos beats mais acelerados das cantoras. black eye peas, britney, beyonce, etc. parece tudo a mesma coisas.

ok, hj se convida ao sexo à três de maneira explícita. a moça fala que será sua cadela e o cara fala que não respeita mulher nenhuma. modernidades. dá para entender a amy winehouse fazer a diferença com um sonzinho meia boca de soul anos 60 ou 70!

o pop já foi algo mais criativo. de elvis à beatles, de michael jackson à madonna, para falar dos gigantes, mas também todos os seus subs geniais ( não vou fazer lista) a cada novo lançamento traziam uma surpresa. não mais.

hoje a inovação está aí na rua. na internet, nos indies, sei lá. escuto tanta coisa boa ! tanta maluquice que fica nas gavetas! coisas que a gente precisa garimpar! sem mencionar as velharias maravilhosas!

quem escuta rádio? os desinformados? uma hora o povo vai desistir deste pop fake, não vai?

há de se destacar que dentro da mesmice madonna ainda tenta. seu som ficou um pouco preso num eletrônico do começo do século. bom, porém ainda mais do mesmo.

mas o impulso para este post foi a citada no título: lady gaga. é impressionante que eu escuto falar da moça há meses. parece até que ela andou por aqui, não?

seja o que for eu ouça este nome e leio sobre o fenômeno o tempo todo. mas como já disse sou um teflon do pop. nunca havia escutado. e não é que no tal tvz aparece um clipezinho da moça!

fiquei animado. algo de novo e supreendente deve haver para tanto auê! aumento o som e começa algo chamado “bad romance”. e realmente eu me espantei. pelo motivo errado. não consegui entender o hype…

tirando o nome meio dejavú ( radio gaga do queen? lady marmalade?  dadada? ) que parece saído de uma pesquisa de marketing o resto é de uma normalidade entediante. arranjos banais, letras idem. nem transgressoras e nem nada! uma loura sem graça ( parece que também usa cabelo preto…) que canta sem nehuma personalidade uma canção sem riff, sem refrão, sem graça!

poderia ser uma faixa ruim de um cd da anne lennox. ou um momento sem inspiração da madonna. o pior é que ao contrário de outras musas como shakira, beyonce, madonna, etc parece inexistir humor nesta música.

e eu que cheguei a pensar que houvesse algum componente de rebeldia na moça percebi, pelo orçamento do clip que a coisa é uma mera manifestação dos estertores do velho negócio das grandes gravadoras.

modelão surrado de clip e jabá. decepção. talvez a culpa seja somente da minha exagerada esperançaa no pop. eu sou , como ouvinte, um devedor do bom e velho pop. minhas horas de adolescência foram ao som de pop e rock.

não sou nostálgico. mas num mundo que tem lulina, lucas santtana e curumin dar moral para lady gaga é atraso de vida!

sorry fãs…

em breve vcs esquecem dela. eu já esqueci.

fui.

contei com a simpatia do ricardo garrido e a boa vontade do netinho, barman do astor e testei um berliner wasser.
substituímos o licor chambord, de framboesa, por um marie brizard de morango. o chopp entra antes na receita. depois a club soda gelada e por fim as gotinhas de licor. a untuosidade do licor não permite que o drink se transforme num “chopp aguado” . muito bom para o verão. um pouco doce para meu paladar. mas aviso: moças, peçam para seu barman. vcs vão adorar!

calorão!

o verão não chegou ainda nas agendas. mas são paulo está um forno! brisa pouca. meninas de pernas de fora! é tempo de chopp gelado.
vou testar uns drinks com cerveja. o cuiabano chopp sujo e as variantes de berliner wasser. difícil vai ser achar um bar com chopp decente que se disponha a prepará-los. depois eu aviso aqui os resultados. mas podem ter certeza que o almoço vai terminar com fernet branca raspadinha!
fernetbrancacoladrinkg

ouvidos atentos! muito interessante!

seco.

bem, esta semana foi alcool free…
preparação para exames de rotina!
difícil escrever sobre bebida sem poder beber. quem puder confira o assunto na minha coluna do terramagazine a partis de sábado (31/10) de manhã.

Ilustrada no Pop – A YB começou apenas como gravadora, não?
Mauricio Tagliari – Desde o princípio, tivemos a preocupação de trabalhar com músicas em mais de um setor. No início, começamos com música para publicidade. Depois, passamos a entrar no mercado de gravadoras e de música para cinema. Produzimos, por exemplo, o primeiro disco do Otto. Na época, fechamos com a Trama para fazer o lançamento, mas o disco nasceu na YB. Depois decidimos criar o selo, porque não faria sentido produzir e depois vender para uma gravadora. Então ficamos também com o conteúdo musical. Demos uma sorte porque os primeiros cinco discos que lançamos foram licenciados para sair na Europa, nos EUA, então já nascemos com um canal de escoamento internacional.

Ilustrada no Pop – Lançar discos ainda dá dinheiro?
Tagliari – Não, definitivamente, não. Me perguntaram outro dia se o CD morreu. Acho que ainda não, porque o CD funciona como uma espécie de síntese para o artista, é importante para o artista. A Folha dificilmente vai falar de um artista se ele não tiver um CD. O disco é importante para o artista e para a mídia. Para nós, não é mais negócio. O meu foco é sincronização.

Ilustrada no Pop – O que é sincronização?
Tagliari – É música para imagem. Música para cinema, para internet, publicidade. Temos uma produção de qualidde para oferecer a diretores de cinema, agências. Vale mais a pena licenciar uma música para cinema do que verder CDs. O dinheiro que entra para mim e para o artista com a sincronização de uma música, em média equivale a vender 10 mil
CDs. Se o CD custa R$ 25 na loja, cerca de R$ 1 vai para o artista e R$ 1 ou R$ 2 para a gravadora. Se eu vender mil CDs, vou ganhar R$ 1.500. Eu consigo licenciar uma faixa para um filme por R$ 10 mil, o equivalente a vender 10 mil discos. [Se a música for licenciada para publicidade, o valor sobe para até R$ 50 mil; valores referentes a artistas médios.]

Ilustrada no Pop – Com isso a música não corre o risco de virar apenas um apêndice da publicidade?
Tagliari – Não, porque nenhum artista da gravadora está fazendo música pensando em sincronização. Eu é que busco o negócio para eles. Não quero que o artista pense em comercial, em propaganda. Quero que o artista faça a música dele e aí eu tento cavar o terreno para encaixar a música na sincronização. Nem sempre é possível. Fora do Brasil, isso está mais adiantado. O Curumin, por exemplo, entrou em mais de quatro comerciais diferentes.

Ilustrada no Pop – Essa estratégia será universal?
Tagliari – Nós buscamos formas de fazer dinheiro com o tipo de música que gostamos. Vai haver uma reversão no mercado. Na hora em que houver um consenso entre gravadoras, editoras, operadoras de internet, vai surgir um modelo que facilitará o mercado da música e o pagamento de direitos. Você talvez pague uma quantia mensal para baixar música de boa qualidade. No Brasil, ainda não há uma plataforma amigável para baixar música de forma legal.

Ilustrada no Pop – Como sobreviver à pirataria física e digital?
Tagliari – Temos que ficar com a cabeça fora d’água e produzir música de qualidade. A sobrevivência financeira vem com parcerias feitas com os músicos. Não há mais uma relação como a que havia entre gravadora e artista. Há uma parceria igualitária. Não tenho obrigações financeiras com o artista e ele não tem obrigação de me fornecer música. Temos um projeto hoje em que o artista grava duas faixas ao vivo e registramos em vídeo. A ideia é lançar cinco artistas de uma vez. Vamos lançar os vídeos na internet, de forma gratuita.

por Thiago Ney

http://ilustradanopop.folha.blog.uol.com.br/

lição de casa feita. conferimos o resultado. exibição concorrida na mostra de cinema de sp, neste sábado. o filme que se originou de uma mini-série da cultura é uma experiência que mistura reality show, videoarte, performance, teatro e o que mais vc descobrir. o texto é todo improvisado e as músicas, em sua maioria são escolhidas, pela atriz, real time, em cena, a partir de um playlist oferecido pela ybmusic. filmaço! inesperado/experimental/corajoso/diferente/esperto/bonito. cinema necessário. parabéns beto e toda a equipe. este abaixo ainda é o trailer da tv. para quem viu na tv eu digo, no cinema, na tela grande, ficou muito mais bonito…
a atriz/videomaker marina previato bebe vinho o tempo todo. e na tela grande dá pra ver que é alto de las hormigas. um vinho de verdade para o dia a dia. muito real e adequado ao filme. gente bonita, música boa e vinho bom e barato! o melhor dos mundos. não percam qdo entrar em cartaz ( previsão , fevereiro de 2010).

dia de chuva.

temporal-em-sp1peguei uma tempestade na feira. comprei um robalo fresquinho e preparei ao sal. ficou show. experimentei acompanhar com saquê gelado. olha que até deu certo! depois postei uns desenhos no meu outro blog. o olhar sem tempo. sem tempo pois quase não consigo desenhar, coisa que adoro fazer. seria meu passatempo predileto ao lado de um copo de vinho…
saldo positivo.

ps. ontem no almoço experimentei as novidades lá do martin fierro, na vila madalena. tapas excelentes. poucas opções mas todas deliciosas. sugeri eles terem um jerez fino para acompanhar. um la ina ou tio pepe…

direto de lá vem a dica:

“Mais um belo dia 13. Ótimo dia para compor.
Faça uma frase sobre o seu dia 13 e mande ainda hoje para lulilandiatown@gmail.com, para entrar em mais uma música do projeto Meus Dias 13.
Devido ao recente mês atribulado de lançamento do disco, me atrasei muito com as gravações. A música do mês retrasado foi entregue, mais ainda não coloquei no blog a lista de autores. A música do mês passado foi composta, mas eu e leo não terminamos de gravar (era para terminar ontem, mas confesso que ficamos numa farra o dia inteiro, com mainha e alguns amigos). Pois bem, atrasos à parte, a música existe e vamos terminar de gravá-la hoje.
Enquanto isso, mandem suas frases. Já temos 5 músicas coletivas do projeto. São elas:

13 de agosto – o suspense
13 de julho – dia do rock
13 de junho – the moustache
13 de maio – o “x”
13 de maio – o revés (que bateu o recorde de compositores, reunindo em uma só música 46 autores).”

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